sábado, 30 de junho de 2012

Etanol Celulósico

A diversificação na produção de combustíveis é um fator extremamente importante, pois as fontes de origem fóssil, que são as mais utilizadas, irão exaurir-se da natureza, além de serem extremamente poluidoras. Sendo assim, o desenvolvimento de biocombustíveis se tornou uma ótima opção na busca pelo desenvolvimento de novas alternativas de combustíveis.
Uma das formas de se obter o biocombustível é através do processamento da biomassa, que é composta por lenha, bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais, resíduos agrícolas, palha de milho, casca de arroz, entre outras matérias orgânicas. O etanol celulósico, por exemplo, é um biocombustível produzido através da biomassa.
Esse combustível se diferencia do etanol “comum” pela matéria-prima e pela forma de processamento. O etanol celulósico é fabricado por meio de reações químicas que promovem a quebra das cadeias dos principais polímeros que formam a estrutura das plantas: celulose, hemicelulose e pectina. Esse processo ocorre através da hidrólise enzimática ou da fermentação e destilação.
Um dos aspectos positivos da produção do etanol celulósico é que a sua matéria-prima é um subproduto das atividades agrícolas, não apresentando utilidade para a alimentação dos humanos e possuindo poucos nutrientes para ser destinada aos gados. Portanto, o aproveitamento desses resíduos para a fabricação de combustível é uma forma extremamente útil para a destinação final da biomassa.
Esse biocombustível pode ser adicionado à gasolina, como também pode ser utilizado puro. Entretanto, deve ocorrer a adaptação do veículo para receber o álcool celulósico. Especialistas afirmam que esse combustível é uma excelente opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente e à saúde humana. Sua utilização emite menos gases poluentes na atmosfera, fato que contribui para a minimização do efeito estufa.
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/etanol-celulosico.htm

sexta-feira, 29 de junho de 2012

MERCOSUL suspende Paraguai e anuncia adesão da Venezuela




O MERCOSUL decidiu suspender temporariamente o Paraguai até as novas eleições presidenciais do país, em 2013, e afirmou que a Venezuela será incorporada ao bloco como "membro de pleno direito" em 31 de julho.

Os anúncios foram feitos pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao fechar o encontro de cúpula semestral do bloco na cidade argentina de Mendoza O MERCOSUL "suspendeu temporariamente o  Paraguai até que se leva a cabo o processo democrático que novamente instale a soberania popular" no país, disse a presidente argentina, ao lado da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e do presidente do Uruguai, José Mujica.

As medidas contra o Paraguai ocorrem em resposta ao processo de impeachment do presidente Fernando Lugo, ocorrido na semana passada e que foi repudiado pelos países sul-americanos.

O MERCOSUL confirmou o que havia sido adiantado na véspera pelo chanceler brasileiro, Antônio Patriota, suspendendo o Paraguai, mas sem aplicar sanções econômicas que pudessem castigar a população.

Segundo Cristina, a suspensão não diminui o compromisso do bloco com o desenvolvimento econômico do Paraguai.

"De acordo com o estabelecido no protocolo, a plena vigência democrática é condição essencial para o processo de integração", diz a resolução da cúpula. "O espírito do protocolo é o restabelecimento da institucionalidade, sem que ele menoscabe o funcionamento do bloco."

Nenhum representante do novo governo paraguaio, agora presidido por Federico Franco, ex-vice de Lugo, participou da cúpula.

Venezuela
A Venezuela será incorporada ao bloco em cerimônia que será realizada no Rio de Janeiro, em 31 de julho, disse Kirchner.

Ela argumentou que a decisão de incorporar a Venezuela vai permitir que o bloco regional se fortaleça perante os embates da crise internacional.

O processo de ingresso da Venezuela havia se iniciado em 2006, após ser solicitado um ano antes, mas estava parado por conta da negativa do Congresso do Paraguai a ratificá-lo.

Mais cedo, em Assunção, Federico Franco disse que, se a suspensão paraguaia se confirmasse, o país iria buscar novos parceiros comerciais.

Crise no Paraguai

Federico Franco a
ssumiu o governo do Paraguai na sexta-feira (22), após o impeachment de Fernando Lugo.

O processo contra Lugo foi iniciado por conta do conflito agrário que terminou com 17 mortos no interior do país.

A oposição acusou Lugo de ter agido mal no caso e de estar governando de maneira "imprópria, negligente e irresponsável".

Ele também foi acusado por outros incidentes ocorridos durante o seu governo, como ter apoiado um motim de jovens socialistas em um complexo das Forças Armadas e não ter atuado de forma decisiva no combate ao pequeno grupo armado Exército do Povo Paraguaio, responsável por assassinatos e sequestros durante a última década, a maior partes deles antes mesmo de Lugo tomar posse.
O processo de impeachment aconteceu rapidamente, depois que o Partido Liberal Radical Autêntico, do então vice-presidente Franco, retirou seu apoio à coalizão do presidente socialista.
A votação, na Câmara, aconteceu no dia 21 de junho, resultando na aprovação por 76 votos a 1 – até mesmo parlamentares que integravam partidos da coalizão do governo votaram contra Lugo. No mesmo dia, à tarde, o Senado definiu as regras do processo.
Na sexta, o Senado do Paraguai afastou Fernando Lugo da presidência. O placar pela condenação e pelo impeachment do socialista foi de 39 senadores contra 4, com 2 abstenções. Federico Franco assumiu a presidência pouco mais de uma hora e meia depois do impeachment de Lugo.
Em discurso após o impeachment, Lugo afirmou que aceitava a decisão do Senado.
Mas, no domingo, Lugo voltou atrás, aumentou o tom disse que não reconhece o governo de Federico Franco e que não deve, portanto, aceitar o pedido do novo presidente para ajudá-lo na tarefa de explicar a mudança de governo a países vizinhos.
Além dos países fundadores e da Venezuela, o Mercosul  tem Chile, Bolívia, Equador e Peru como países associados.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Europa precisa recapitalizar bancos para superar a crise, diz BIS


O Banco Internacional de Compensações (BIS), o banco dos bancos centrais, avalia que para superar a crise a Europa precisa recapitalizar os bancos, fazer a união bancária, ajuste estrutural e o reequilíbrio fiscal. Embora a tarefa seja considerada por analistas quase impossível no momento diante da falta de vontade política, o BIS diz que isso "frearia a interação nefasta entre o setor bancário e o risco soberano e suprimiria outras interdependências responsáveis do grau de gravidade dessa crise".

"Os bancos da Europa precisam se tornar bancos europeus", diz o BIS, estimando que união bancária restauraria a confiança na moeda única. Em relatório para sua assembleia anual, que reuniu até ontem bancos centrais de boa parte do mundo, o BIS mostrou uma visão pessimista sobre a economia mundial, e que afetará mesmo os emergentes mais sólidos.

Constata que cinco anos desde a eclosão da crise financeira, os desequilíbrios não só perduram na economia mundial, como "as vulnerabilidades se amplificam" e as perspectivas das finanças públicas dão "vertigem". Alerta que um crescimento economico mundial melhor repartido e mais sólido "está fora de alcance".

Economias desenvolvidas e emergentes se encontram espremidas "em círculos viciosos, geradores de distorções", acumulando desafios para ajuste estrutural, novas orientações monetária e fiscal e dificuldades de reforma financeira.

Aponta três grupos que devem fazer ajustamentos: o setor financeiro deve reconhecer suas perdas e se recapitalizar; os governos devem enquadrar as finanças publicas "em trajetórias sustentáveis"; e as famílias e empresas devem reduzir seu endividamento.

O problema é que sem a desalavancagem sincronizada, o que um faz agrava o problemas dos outros dois. No cenário de crise, e sem os governos fazerem o dever de casa, o BIS adverte que os bancos centrais estão excessivamente expostos e confrontados a riscos, com programas de aquisição de títulos para sustentar a liquidez bancária.

Os BCs são praticamente obrigados a prolongar os estímulos monetários face a demora dos governos, o que retarda o ajuste. Os balanços dos bancos centrais chegam a US$ 18 trilhões, equivalente a 30% do PIB mundial, duas vezes mais que há dez anos. Para o BIS, taxas de juros nominais próximas de zero conjugadas a um apoio de liquidez maciço e quase incondicional "nao incitam muito o setor privado a limpar seus balanços nem as autoridades fiscais a limitar seus financiamentos".
Segundo o Eurostat (Escritório Comunitário de Estatísticas), o salário mínimo, em algumas nações, passa dos mil euros (2.600 reais), enquanto em outras é cinco vezes menos, ficando por volta dos 200 euros (520 reais). É mais alto em Luxemburgo, onde a taxa de desemprego é de 5% e o salário mínimo bate o recorde europeu de 1.800 euros (4.680 euros). Em seguida vêm Irlanda, Holanda, Bélgica e França. Na Espanha é de 748 euros (1.900 reais), enquanto a Bulgária amarga a última posição, com apenas 138 euros (360 reais). E há o risco de redução do salário mínimo na Grécia (onde o valor é de 680 euros, ou 1768 reais) e também na Espanha. Na Alemanha não há salário mínimo nacional mas a renda média dos trabalhadores é alta: foi de 42 mil euros ao ano em 2010, ou 109 mil reais na cotação de hoje, 25 de junho).

Na outra ponta, a chanceler alemã Ângela Merkel, defensora radical e intransigente da “austeridade fiscal” e dos cortes salariais, encabeça a lista dos dirigentes governamentais mais bem pagos na UE. Em maio, após um aumento salarial, ela passou a receber 17 mil euros mensais (44 mil reais). Na França, o presidente François Hollande, ao tomar posse, decretou um corte de 30% em seu salário e nos de seus ministros, agindo de forma oposta ao antecessor, Nicolas Sarkozy, que havia subido estes rendimentos em 170 por cento.

A Eurozona, formada pelos 17 países vinculados à moeda única, sofre o mais alto desemprego de sua história: 11% em abril, representando um aumento de 1,1% em relação ao mesmo mês em 2011. Isto significa que 17,4 milhões de pessoas estão sem trabalho; no conjunto da União Europeia, são 24,6 milhões, e a taxa está aumentando, arrastada pela situação na Espanha, onde o desemprego é o dobro da média europeia e atinge 24,3%.

Por outro lado, um estudo da auditora Ernst & Young mostra que a brecha econômica entre os países do norte e do sul do continente mantém a tendência de crescimento nos próximos anos. As 20 zonas de maior dificuldade localizam-se na Romênia, Polônia, Hungria e Bulgária. Entre as de melhor situação encontram-se regiões da Alemanha, Holanda, Dinamarca e Reino Unido.

Uma pesquisa feita pela Comissão Europeia (CE) mostrou também que 75% dos europeus considera que a pobreza aumentou, fazendo com que muitos tenham dificuldades para pagar as contas do dia a dia. Esta percepção se agrava em países como Grécia ou a Espanha, onde cerca de 85% da população observou um agravamento da miséria e 16% dos entrevistados diz que o dinheiro mal dá para chegar ao final do mês. A Grécia, por sua vez, é uma das nações onde mais cidadãos falam de um forte incremento da pobreza, seguida pela Romênia, Portugal e Espanha.

No entanto, os temores pela intensificação desse mal também se exacerbam em outros países onde as medidas de ajuste orçamental são menos visíveis. Tanto é assim, que em algumas das grandes potências da UE, como Alemanha ou França, a percepção do problema supera a média europeia e muitos opinam que o pior da crise ainda está por vir.

TEMAS QUE PODEM CAIR NA PROVA DO ENEM 2012




Olá alunos do Ensino Médio!!
 A partir de hoje estarei postando temas que possam ser uteis para aprendizagem de vocês, assim como curiosidades pedagogicas, garimpadas da web e muitos mais..
Abaixo segue o link de alguns temas de atualidades para os vestibulandos:

Beijão!! Boa sorte a todos no ENEM!!
Aguardo a participação de todos vocês!!!!!